Defesa Mental - Aula 1

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Defesa Mental - Aula 1

Mensagem  Antony Romazzi em Dom Out 11, 2015 12:08 am


Defesa Mental – Aula 1    



Antony esperou na sala até que todos os aluno estivessem presente. Então, assim os cumprimentou dando início a aula.
- Sejam bem-vindos a aula de Defesa mental, sou Antony Romazzi o professor de vocês nessa disciplina. Por favor, levantem-se todos e me sigam, iremos para outra sala mais adequada para esta aula.
Deu a todos um breve sorriso e seguiu para a porta esperando que todos o acompanhassem. No fundo Antony ainda se questionava se era correto ele ser o tutor de tla disciplina. Não parecia muito forte mentalmente o médium depressivo que quase enlouqueceu e passou uma temporada num hospital psiquiátrico e que ouvia vozes em sua mente constantemente. Ao mesmo tempo ele estava vivo, era uma pessoa funcional e lidava bem com as vozes. Ao ponderar isso notou que sim talvez ele fosse a pessoa certa.
Alguns minutos de caminhada pelos corredores da fundação e então todos são convidados pelo professor Romazzi a entrar numa sala.
A sala tinha luzes indiretas e suaves, muitos vasos de planta, o chão forrado em tatame, cheio de almofadas e pufes, uma música relaxante em som baixo tocava no ambiente e no canto queimavam incensos de flores que perfumavam o ambiente. Tudo muito zen.
- Entrem, retirem os sapatos e sentem-se numa almofada ou pufe. Fiquem a vontade. Estar relaxado faz parte do primeiro passo para a aula. Dizem que o perfume dos incensos que escolhi ajuda a abrir a mente e o espírito.
Esperou que todos os alunos se ajeitassem e então ele também fez o mesmo, removeu seu sapato o deixando na entrada da sala e se sentou numa almofada em frente aos alunos.
- Defesa mental envolve conseguir bloquear investidas externas, conteúdos externos de se inserirem na mente, mas também envolve o controle do que está na sua própria mente. Não permitir serem levados por suas emoções, medos, raivas e expectativas. Muitas vezes um ataque a sua mente não será inserindo algo novo, e sim apenas cutucando e revelando coisas em você, que sempre estiveram lá.
Ele se ajeita na almofada, cruzando as pernas e respira profundamente.
- Todos temos prontos fracos, assuntos que nos mobilizam com facilidade, e são eles que temos que proteger o máximo possível dos ataques alheios... A meditação ajuda bastante nisso. Limpar a mente, se concentrar no vazio, se centrar e focar no nada ou apenas num ponto ou em sua essência. Isso é o ponto central da defesa mental, fechar e abrir canais da sua mente sobre sua vontade. Especialmente para aqueles que não nasceram com habilidade naturais para manter suas mentes. E será isso faremos hoje, meditar...    
Abriu um sorriso leve, a sensação relaxante da sala era boa. Então retirouos óculos colocando-os no bolso do casaco.
- Feche todos os olhos e tente se concentrar, busquem esvaziar as mentes, pensar em nada, esqueçam compromissos, medos, desconfortos, e pensamentos rotineiros. Foquem em total branco. Talvez o perfume ou a música da sala possa contribuir ao se focar nessa sensação limpar o resto da mente. Se concentrem sem ficarem se forçando. Relaxem e limpem as mentes. Ouçam a minha voz agora e aos poucos percebam essa sumindo, e ficando num branco interno de vocês com vocês mesmo apenas.
A voz de Antony ali era calma e relaxante, ele falava de forma pausada e leve.
- Respirem, inspira e expira, sintam o corpo, ouçam a minha voz, vejam o branco e depois mais nada... apenas você com você...
Logo Antony para de falar e fica por alguns bons minutos observando os alunos como seguem na atividade, observando suas respirações, posturas, movimentos de pálpebras. Quando notou que ao menos a maioria parecia se sair bem com aquilo começou a invocar espíritos pela sala. Eles iriam testar os alunos.
De vagar os espíritos se aproximavam dos alunos e em seus ouvidos emitiam sussurros rasgados e assustadores, inicialmente vocalizações, mas logo aquilo se tornariam frases negativas sobre a pessoas, e insultado e dizendo que ele deveria se matar.
Os alunos que não conseguissem entrar em total estado de meditação provavelmente seriam retirados do relaxamento facilmente com as vozes dos fantasmas. Mas apenas quem tivesse muito treino com aquilo poderia ficar sem reagir as ultimas falas deles.
Antony fazia aquilo apenas para medir como estava a capacidade de concentração de cada um deles. Não intenção de assustar ou sacanear nenhum aluno. Inclusive a cada aluno que abrisse os olhos e se assustasse ele estaria ali para acalmar a pessoa e dar suporte. E também ouvir como foi aquela experiência para o aluno.

Instruções::
Aula de postagem única.
Escreva um post abaixo sobre a reação do aluno quanto a esta aula, o que achou da sala, se foi ou não capaz de meditar, se foi uma atividade fácil ou difícil para ele, e quando abriu os olhos, logo nos primeiros sussurros ou quando as vozes ficaram mais ofensivas e o que elas lhe disseram que o fizeram acordar.  
Postagem deve ter no mínimo 10 linhas, será avaliado nela o texto e situação exposta, muito mais do que o sucesso pleno na meditação.
Quando o aluno acordar, em voz baixa para não incomodar os outros, Antony sempre irá perguntar como foi para você e o que sentiu ao ser desperto da meditação. Lembre-se de no seu texto ter essa resposta ao professor.
Ao fim quando forem dadas as avaliações, cada aluno receberá além da nota um feedback de Antony.

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Re: Defesa Mental - Aula 1

Mensagem  MorpH em Dom Out 11, 2015 12:25 pm

DEFESA MENTAL

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Eu estava tendo pesadelos horríveis acordado aquela manhã sobre meu pai, mas agora mal consigo me lembrar do que exatamente era só tenho esse aperto no coração me dizendo que tem algo ruim sobre ele que eu não sei. As manhãs estão sendo puxadas pelo horário exigente de aula, eu provavelmente estava transitando pelos corredores do instituto fazia algumas horas e nem lembrava qual era aquela aula mais, mas apesar de tudo eu estava tentando ser pontual e tinha algum êxito sobre isso.

Eu caminhava pelos corredores como um vulto de tão rápido que passava, em algum momento da minha caminhada eu até parei em um bebedouro para saciar minha sede e molhar minha garganta, por eu ter andado e falado muito a manhã inteira eu sentia a mesma seca e cansada, nem minha própria saliva já estava passando pela minha garganta. Depois de mais alguns passos eu chegava a frente da porta, que ao olhar ao redor indicava que era a exata aula que me inscrevi a pouco tempo atrás, eu pela lógica via como uma aula que eu aprenderia a combater usuários de ataques psíquicos e derivados disso, mas por eu ter passado por outras classes nesta manhã eu não estava esperando que eu já saisse dali com minha mente preparada para isso e mesmo que eu fosse preparado em apenas um dia, me perguntava se em uma batalha real esta seria a realidade. Enfim entrei na sala em passos largos para uma das cadeiras onde eu costumava sentar em toda classe, que seria uma cadeira no canto esquerda localizada ao meio da sala, eu gostava dali por motivos próprios.

Eu mal tive tempo de me acomodar em minha cadeira, que na verdade era desconfortável como as outras então não ligava em me acomodar ou não, o professor era o mesmo de mais cedo e se apresentava como Antony após isso simplesmente pedia para segui-lo, eu o fiz. Eu não estava me sentindo muito bem caminhando entre meus colegas de classe, não sei exatamente o porque mas todos pareciam ser muito mais do que eu e isso me incomodava fazendo minhas mãos tremerem e meu coração palpitar, com essa tremedeira quase que por acidente deixei meu caderno cair de minhas mãos. Os corredores extensos da escola pareciam não acabar mais enquanto todos caminhavam seguindo as costas do nosso professor Antony e por algum motivo achava que ele estava diferente de mais cedo, algo como sua postura provavelmente. Ao chegar na porta da nova sala indicada pelo dedo do professor dizendo "Aqui" eu me impressionava pelo clima estranho que esta mesma oferecia, era meio que completamente cheia de paz e passava uma sensação ótima só de se estar na porta, o cenário com certeza contribuía para este suposto karma, enquanto eu ia adentrando em lentos passos para dentro daquela grande sala eu levava minha cabeça para um lado e para o outro para reparar exatamente onde estou, o tatame meio que atrapalhava minha caminhada já que eu estava com botas até agora a pouco e ainda sentia como se estivesse com elas, os incensos ao redor me faziam sentir vontade de espirrar, eu era realmente um fresco comparado ao resto. Tratei de me direcionar até uma das almofadas mais fofas e cheias que eu consegui enxergar, pelo menos nessa aula ficaria mais relaxado, puxei ela com cuidado enquanto o professor começava a falar e me sentei ajeitando meu quadril ao centro da almofada. Desta vez fiz questão de trazer os óculos de meu pai que na verdade eu nem precisava usar porque não tinha mais problemas de visão, mas aquilo me trazia lembranças dele e eu me sentia melhor, dobrei minhas pernas entrelaçando as mesmas uma a outra enquanto estava sentado e fiquei a encarar o professor que agora fazia sua introdução do que seria a aula dele, eu me apressava em mais uma vez começar em destacar tópicos importantes sobre a aula, como o que é a defesa mental, e ora como me senti interessado no momento que ele disse que era possível controlar minhas emoções, tratei rapidamente de escrever isto também. O professor por último antes de começar a prática dizia que a meditação seria o faríamos hoje, lembro de ter lido em algum lugar que este é o tipo de treino mais difícil e que mais rende pois é tanto para o equilíbrio físico quanto psicológico, eu logicamente queria ser mais forte então fiquei focado no que eu deveria fazer pra entrar neste estado.

Eu fechava meus olhos e me concentrava apenas na voz vinda ao longe do professor, que adentravam suavemente em meus ouvidos invadindo minha mente com cuidado, ele realmente me deixava mais relaxado e ele com certeza deve ter repetido este processo para si mesmo várias vezes para ter tamanha perfeição naquilo. Eu seguia as instruções dele a risca, respirando lentamente e enchendo sempre meu peito ao máximo que eu podia antes de soltar o ar, tratava de repousar meus braços sobre minha pernas e isto me ajudava a relaxar meu corpo assim podendo liberar mais minha mente do estresse do dia que estava se passando. A voz do professor lentamente ia se esvaindo de mim e eu conseguia me livrar de qualquer pensamento que estava em minha cabeça e eu também conseguia me ver em meio ao nada infinito, era uma sensação boa e me dava paz, algo que eu precisava a algum tempo, eu já estava afundado dentro do que seria o nada que o professor tinha citado mas algo estava estranho sobre aquilo tudo. Ao longe eu senti um vento frio pelas minhas pernas mas ainda estava centrado demais, inerte, em minha mente para prestar atenção neste detalhe e algo estourava em meus ouvidos com um grito que quase estourava meus tímpanos mas ainda sim eu não dava importância pois realmente estava gostando de estar em paz, provavelmente seria apenas um aluno ao meu lado tentando me sacanear como faziam desde a escola primária, a voz ficava menos intensa mas desta vez dizia coisas estranhas... "Você é fraco", "Você não consegue proteger ninguém", "Seus pais têm nojo de você, suma", eu primeiramente já começava a culpar o professor por tamanha imprudência de me colocar para baixo mas aquela voz era muito diferente da dele era impossível ser o mesmo, mas como sabia tanto sobre mim ? A voz seguiu me enchendo o saco, dizendo insultos de classe baixa a momentos de me irritar completamente, dizia algo sobre minha vida não ter sentido e eu ter que acabar com ela para me juntar ao meu pai. A minha irritação chegou ao pico quando tal pessoa citou meu pai, eu abri meus olhos de imediato e estiquei meu braço pronto para disparar um impulso magnético mas fui surpreso por ter ninguém a minha frente além do professor que olhava no fundo dos meus olhos, ele segurava meu braço e abaixava com cuidado, e um sorriso breve tomava expressão no rosto do mesmo, eu tentei fazer o mesmo de volta mas estava incomodado com as palavras anteriores para faze-lo. O professor diria perguntas de como foi a experiência e como me senti, etc.

— Não sei bem como foi para mim professor, eu diria que no começo quando eu estava me perdendo em meus próprios sentidos foi um sensação ótima mas realmente começou a se tornar irritante quando vozes tomaram meu consciente, acho que posso eu mesmo considerar-me uma falha nisto pois ao ser desperto eu só queria descontar essa raiva em alguém... Suponho que eu não tenho mais a paciência que eu tinha quando era mais novo. - Com isto eu abaixava minha cabeça acenando negativamente.





Thanks Evil Queen
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Re: Defesa Mental - Aula 1

Mensagem  Luuk Bordeaux em Dom Out 11, 2015 4:38 pm





Aperotos Eros...
a tyrant-hearted slave
Strong as death....



O cheiro do incenso na sala de meditação me lembrava bem de longe meus tempos de criança, quando roubava algumas gotas do perfume de minha mãe para me sentir um pouco mais adulto. O aroma floral incensado e a atmosfera meio asiática de tatami e futons lembravam a casa de uma de suas amigas de longa data, Mikio Shisui, dona de um bordel temático para aqueles que procuravam um pedaço da Ásia em solo europeu. Todo o cenário nostálgico tornava difícil minha concentração, embora meus olhos permanecessem cerrados e minha respiração já tivesse certo compasso.
Não podia parar de pensar também em Victor, que estava ali próximo a mim submetido à mesma atividade, quem sabe mais, quem sabe menos distraído que eu e já transitando para um estado meditativo profundo... Por mais que tente, diante desses momentos, tenho a impressão de que toda a disciplina que adquiri no colégio militar nesses tantos anos de submissão não valeram de nada, se não consigo simplesmente me forçar a manter a concentração. E nesse mesma frustração deixei que meus ombros relaxassem, tentando simplesmente esquecer e ter paz, afastar esse turbilhão de ideias que corriam adoidadas em minha cabeça e ter um momento branco, sem mais preocupações, que justificasse a escolha de estar nessa aula. Tentei destravar, parar de tornar aquilo impossível e simplesmente esvair minha mente, canalizando meu interior inteiro para a respiração visando esquecê-la aos poucos: "Inspira... Expira... Esquece... Inspira... Expira... Transcende... Inspira... Expira... Sente... Inspira... Expira... Inspira... Expira... Insp... Exp... Ins... Ex... ... "

Logo tudo se tornou silêncio, a respiração deu lugar à neutralidade e logo o mundo era só eu, comigo mesmo pairando dentro de mim na absoluta escuridão do espaço, em frete a um espelho que mostrava meu rosto. A sensação era a plenitude, ser um ser à parte e nada mais, como se estivesse infinitamente distante de qualquer outra pessoa ou coisa... Muito embora parecesse escutar vozes distantes vez ou outra, perturbando aquele estado de espírito tranquilo.
"Luuk........... Luuk......."
Vozes inexplicáveis me chamavam, vinham do nada, já que não existia mais nada em mim naquele momento, ganhando força e aos poucos se tornando maliciosas e maledicentes... Ao olhar em volta, não via nada que as representasse.
"Ah, Luuk... HAHAHA! Que existência deplorável... O que é esse pó no seu rosto comparado à sua maquiagem emocional... DESERTOR! INÚTIL! Ninguém nunca te disse que seu papai tem vergonha de você? E quem não teria? Gosta tanto de homens quanto a própria mamãe... Não é verdade que você apagou a memória daquele coleguinha para ele não ter nojo de ti pela manhã? VIADINHO DE MERDA! AHAHA! ANTES ESTIVESSE MORTO!"
As vozes se manifestaram, quase em uníssono, às vezes se atrapalhando numa algazarra de insultos. Mais que vozes, seriam elas meus próprios demônios, lutando para se libertar e me sufocar com todas essas angústias. Cada palavra era um tapa que disferiam contra minha face, e no espelho, meu rosto parecia mais vermelho e machucado, meu nariz sangrava é meus olhos tentavam conter algumas lágrimas que por ventura tentassem se derramar. Se aquela era a provação que Anthony me preparou, eu teria de resistir o máximo que pudesse e aceitar a tudo calado!As vozes uníssonas tornavam-se uma voz rouca e grave, estrondosa como os trovões que eu temia quando criança.
"Devia ter vergonha de você mesmo! Devia acabar com essa vida! FAÇA UM FAVOR A SI MESMO É SE MATE! MATE-SE AGORA! HAHAHAHAAH! FAÇA UM FAVOR A TODOS NÓS!"
Havia euforia naquela voz, como se torturar minha psiquê no espelho a estivesse divertindo muito... Para ela me ver estilhaçando seria tal qual assistir a um filme de comédia.
"Ninguém nunca será capaz de te amar... Eu não te amo, muito menos sua mãe... Seu amiguinho Victor nem te conhece, se soubesse sobre você, teria nojo... Ele te rejeitaria, te jogaria fora! E mais uma vez você não teria ninguém para suportar essa sua carência detestável. Para eles você é a decepção! DESAPAREÇA! A vida deles será muito mais feliz sem você!"
As vozes uníssonas ressoaram como a voz de meu pai, e nesse exato momento eu desabei. No espelho, o meu rosto inchado e horrível tinha uma expressão de pranto digna de pena... Morrer seria menos doloroso que conviver com aquelas verdades, das quais eu sempre tentei fugir... Só então percebi que as lágrimas refletidas no espelho estavam realmente molhando meu rosto, junto com a vontade visceral desesperada de chorar e soluçar até que aquilo tudo sumisse... Nesse momento apenas pensei, e o escuro se desfez dando lugar às imagem tranquila da sala de meditação, embora as lágrimas ainda deslizassem pelo meu rosto e o sofrimento permanecesse em meu peito...
Cobri os olhos com as mãos, sem notar que o professor se aproximava aos poucos e punha-se de pé em frente a mim, perguntando com uma voz calma e reconfortante:
—Então, o que você sentiu no estado de meditação, e mais, o que o fez despertar?

Não sabia ao certo se ele havia visto minhas lágrimas, ou se durante o transe minhas expressões estavam se modificando, mas não pude me conter e abracei suas pernas fortemente, num ato de desespero, sussurrando com uma voz medrosa e falhada:
— No começo era só um espelho pairando comigo no vazio... E então as vozes começaram a dizer verdades sobre mim, vasculharam até meus demônios mais abjetos, e então minha imagem refletida começou a distorcer... E eu só pude aguentar calado todas as ofensas até não conseguir mais segurar o choro... Dói muito ter todas as feridas emocionais abertas de uma vez... Mas só assim consegui despertar...
Larguei suas pernas, tentando me recompor daquele choque, enxugando as lágrimas do rosto e olhando em volta quem já tinha terminado o exercício...


Bordeaux
thanks rapture
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